…Australiando…

6 06 2013

so um quick up date… meu ultimo post estava no navio, pedi pra sair 01… nao rola mais rs….

tatto praia…Um começo de viajem meio turbulent, voo remarcado para um outro dia, voo reremarcado para o mesmo dia, mala perdida, mala achada, e o pior de tudo: sem bacteria no iphone, claro…

Chegando em Townsville, na base da JOCUM (YWAM) me deparei com uma realidade bem diferente da Jocum no Brasil. Mini ônibus, carros, vans, auditório, cafeteria, e uma linda cozinha… Como comentei com alguns, cada um com sua realidade e amem por isso. Estou simplesmente encantado com a base, adorei a realidade daqui. Rs

Logo no primeiro dia comemos carne de canguru, e achei super interessante. Fiquei surpreso e bolado pensando que estavam tirando onda com a cara do “gringo” novo, mas sim, realmente era canguru.

Para quem não sabe, vim passar férias na Australia e me inscrevi de voluntario em um programa da Jocum aqui, Builders blitz, onde eles estão reformando a base local, e lógico que vim parar na cozinha. Trampo bem tranqüilo quase férias rs. A maioria na base são dos EUA, até brinquei com alguns perguntando de a Australia estava em promoção rs. O “carro chefe” da base é um navio medico e educacional que eles mantem em  Papua Nova Guine, e estou doido pela idéia.

Algumas curiosidades locais: Townsville é relativamente pequena, com 180mil habitantes. Outro dia fui ao shopping 19:40 pra comprar um Mcdonalds de toda la vida, e estava o shopping todo fechado menos o supermercado. Fui olhar no horário, as lojas fecham 17:30 rs. NO supermercado me deparei com umas carnes nunca vistas antes, cortes e cores diferentes, quando cheguei perto era uma sessão inteira de carnes para gatos e cachorros. Cachorros de rico por que pelo preço rs.

Sabado fomos em um Creek (tipo riacho, sei la rs) bem legal, e na volta vemos um grande canguru atravessando a rua rs. IRADO. A noite fui jantar, solo, em um restaurante local. Vine 21 o nome. Nada fancy mas local cool e aconchegante. Sentei na mesa 21 e achei o maximo.  Comi uma pork belly (barriga de porco, pancetta), e claro pedi um canguru para saber como era o cang de um rest. O restaurante estava fedido, acho que alguém entrou antes rs. No final da noite, o maitre/garçon veio me perguntar: how was the roo? Rs. Kanguroo.

DSC00029No domingo fui a uma ilha chamada Magnetic Island. muito legal… praias iradas… super clima aussie de ser… Nunca caminhei tanto nos ultimos anos kkk. Ah e ainda vi um canguru no meio da mata…. Fiquei bolado e fiz xiiiii pra ele sair do caminho e juro que ele fez posiçao de que ia pular em mim. rs O passeio foi um presente do Pai.

Amanha já é o ultimo dia em Townsville e tenho a dizer que foram 2 semanas super interessantes. Deus é simples, seu amor e graça são infinitos. Confesso que se não estivesse com tanta vontade de conhecer outros lugares da Austrália, passaria todo o mês aqui.  Mas vamos q vamos….

Musica do momento aki:

No place I’d rather be,

But here in your love.

Set a fire down in my soul

That I cant contain, that I cant control

Cause I want more of you God.

Melbourne aki vamos nós…

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… Sessão da tarde x Vale a pena ver de novo…

9 03 2013

Entrei de gaiato no navio…. sim para os desinformados e ate informados… aqui estou eu de novo… como um filme repetido nas férias, aquela novela de que fez vibrar passando logo depois do almoço… Tudo muito rápido, email da empresa, visto, exames, ate que vim.

Acho que por aqui vai ser o melhor jeito de dar noticias coletivas rs.

Ultima semana no Brasil cheia de comilanças, cada dia num lugar, com alguém diferente, ate ter me despedido em alto estilo no Rio, no restaurante da Roberta Sudbrak que fiquei vidrado com a simpatia da mesma, com a comida claro (com direito a virar o olho e tudo em alguns pratos) e com o local.

Como sempre fiz questão de embarcar num navio que a rota me atraísse, dessa vez não foi diferente, escolhi 3 e falei que so queria embarcar se fosse em um deles e vim eu embarcar em Brisbane, Australia. Calma gente não estou de malas pra Australia não, apenas embarquei aqui. A rota do navio é Australia, Nova Zelandia, depois fazemos uma travessia pro Japao, antes de chegar la passamos por Bali, Singapura, Hong Kong, Vietnam e outros.. Daí fazemos Japao – Korea do norte os restantes do mês. Super ansioso em sair nesses locais, ver coisas não vistas, comer comidas diferentes e claro, quero comer barata, formiga, escorpião, e tudo mais esquisito que tiver pela frente.

Ao chegar no navio, o cheiro, as pessoas, veio um filme na minha cabeça e os únicos pensamentos nos primeiros dias eram: “o que eu fui inventar de novo, no próximo porto peço pra ir embora” kk como se fosse simples assim. As pessoas são as “mesmas”, o trabalho o mesmo, as piadas as mesmas, é como se o tempo tivesse parado para esse tipo de trabalho e tipo de pessoa. Até em um meeting com a mulher do RH ela perguntou o que eu achava que havia mudado nesses 4 anos fora do mar, e eu disse que nada… e não é exagero.

Estou na partida de carnes, que em teoria é uma partida mansa, mas estar fora 4 anos da pra fazer com que me perca fácil no trabalho, mas a mente vai assimilando, o corpo resistindo, e vamo que vamo… Graças a Deus tem um souschef fazendo muita força para me ajudar e assim tenho conseguido produzir/evoluir/comandar.

O vicio de viajar falou mais alto. Sim eu havia prometido a 4 anos atrás que não voltaria pro mar.. mas o mar me chamou. A sensação de dormir em um lugar e acordar em outro me fascina, descer nos portos nas poucas horas vagas me revigora, nadar num local onde sempre quis ir não tem preço. Apesar de que o horário de trampo não esta ajudando muito a descer, rs me satisfaço em tomar um café na nova Zelândia, ou ir no supermercado na Austrália… Inclusive, curiosidades: Fui em um shopping em Brisbane, e em varias lojas, os atendentes todos trabalhando de chinelo kkk viva a liberdade rs. No mesmo shopping, na volta, fui pegar um taxi e falei:

– quero ir pro porto.

– onde?

– o porto, onde os navios de turismo atracam

– o Sr não sabe o endereço? É que sou novo nesse trabalho.

– Não não sei. Mas não deve haver muitos locais onde os navios atracam.

– Bom infelizmente não vou poder te levar por não saber o endereço. Peço desculpas e peço que o Sr se retire do carro.

Ah? Fiquei p da vida e desci, depois ri.

Em uma conversa com um indonésio no navio ele fala: – Conhece capoeira? Muito famosa na indonésia.

– Sim conheço, eu ate já fiz, mas agora não mais (respondi referindo-se a minha idade ne e tal)

– Ah sim, não da mais porque você virou gordo.

Kkkkk como assim? Não entendi a piada.. pra frente.

Bom, no mais é isso. Maiores info email, facebook, instragram, a net aqui é bem limitada mas tardo mas não falho em responder….

Vamo que vamo

Para o mar e avante.





…3.3 Turbo Plus Extra – D.O.M.miando por ai…

14 08 2012

…Pois vamos la, apos tanto tempo sem escrever, nada mais justo que coltar a fazer-lo no dia do meu aniversario… Como no ano passado comemorei comendo no El Celler de Can Roca, nao podia deixar esse ano passar desapercebido e me dei um presente: almoçar no D.O.M. Famoso e premiado restaurante do Alex Atala, cotado pela St Pellegrino como o quarto melhor restaurante do mundo. O duro é me acostumar com o dia a dia rsrs.

Começo da viagem atribulada, cheguei no aeroporto 6 minutos após o término do Check in e nao pude embarcar. Tenso, dai tive remarcar outro voo, pagando claro. O voo atrasou 10 minutos o que era o tempo necessario para eu pegar o onibus Guarulhos-SP, cheguei no ponto as 14:06 (outra vez 6minutos, misterio?) o onibus ja havia saido aha espero eu 1h atoa.

Chegando ao hotel fui comer, escolhi um restaurante por acaso, Caroline o nome, na Oscar Freire. Cheguei as 17h para comer aha por favor nao façam isso nunca com o pessoal da cozinha ahaha mas como estava azul de fome. Peguei o menu de dia dos pais com preço bom uma entrada de folhas com involtine de rosbife com um molho pesto muito bom, verde, leve, fresco. Um robalo com crosta de castanha muito bom também, aspargos que acho top. Agora o que realmente me pegou foi a sobremesa: mousse de chocolate com sorvete de maracuja e entre eles um fino biscoito mais que crocante. Quer me agradar? Maracuja com chocolate. Quer me ver sorrindo: maracuja com chocolate. O céu vai ser assim. Eu bem indico o restaurante.

Ja a noite, sai con uma amiga que estudamos juntos a 12 anos atras nos EUA e nao nos viamos a uns outros 6 anos. Fomos na famosa Vila Madalena no ponto 6. Eu cheio do almoço, ela e o marido também. Fomos rir, beliscar algo rapido e tomar alguma coisa. No dia do meu niver, na segunda o sol meio que veio comigo e ja pude sentir a manha gostosa. Fui tomar café na bella paulista, indicaçao da Xu e confesso que é muito mais bonita do que saborosa. Coisas bem gostosas mas para café, sou do pão com queijo, mas gostei muito.

Agora no D.O.M, meodeisdasantacomida. Nao sei o que mais gostei. Como era minha primeira vez la, optei pelo menu degustaçao de 8 tempos e gente, vale cada centavo.
Sabores super brasileiros com produtos nossos e finos, muito finos. Realmente o Atala esta de parabens e que daquela cabeça jorre ideias.

O couvert veio com manteiga de alho, um sour cream que caiam muito bem com o paozinho de queijo ou de azeitona ou integral.

Comi chuchu, castanha do para, mandioca, manteiga de garrafa. Tudo nosso em perfeita harmonia.

Conheci o famoso Jambu que da sensaçao de dormencia na boca. Animal. No final fui na cozinha e perguntei mais sobre a planta. O chef me ofereceu a flor (pois no prato vinha a folha), senti- me no dentista, com um sabor muito mais forte, dormencia total, boca salivando, se comece 2 acho que perdia os movimentos e babava ahaha.

Um consome de cogumelos perfeito, raia na manteiga. Bem diferente da raia que serviamos no Sant Pau (Carme Ruscalleda) muito saboroso também, nesse momento a mulher da mesa ao lado falo: desculpa mas o perfume do seu prato esta me matando, muito bom. Desse nivel a comida gente, o famoso fettuccine de palmito pupunha, uma costela ao malbec muito gostosa e desmanchando na boca, sendo ao mesmo tempo firme.

Combinaçao da sobremesa que me chamou a atenção: torda de castanha do pará com sorvete de whisky, curry, chocolate, sal, rucula e pimenta. Seguindo minha linha de pensamento de que sobremesa nao necessariamente tem que ser doce doce e sim equilibrada.

Como era meu niver, joguei a famosa pala de cozinheiro conhecendo e aniversariando, colou: me deram um bolinho ahaha. TOP.

Nao sei se tem algo que gostei mais, sei que nao tem nada que nao gostei.

Conheci uma SP que nao conhecia e apaixonei. Os restaurantes, ahhh os restaurantes todos com presença, imponentes, grandes, por menor que fossem se fazem grandes. Volto com certeza.

Dica sempre façam reserva com bastante antecedencia. Tentei fazer no Mani ( da linda Helena Rizzo) e ja nao tinha vagas. Azar o dela ahaah

Experiencia unica, pra alguns egoista, pra outros loucura, a verdade é que gosto de comer bem, seja só ou acompanhado. E o aniversario é meu, quem tem que se divertir sou eu ahaha. Temos muitos outros dias para comemorar.

Ah, a saga nao para por aqui, quero fazer do meu niver pelo menos uma triologia e ja tenho ponto definido par o proximo em 2013: Astrid & Gaston, do Gaston Acurio no Peru. Ja começo a economizar dinheiro amanhã para o feito rsrs, quer vir? Vambora





Gastromiando no Restaurant Week ES

5 04 2012

Bom, um mes em casa ja, ja deu para colocar as ideias meio em ordem, bem nem tanto assim mas ja é um começo. Um dos meus “medos” ao voltar seria: será que a rotina vai ser tão interessante assim a ponto de escrever? Bueno, sorte que cheguei em uma boa época e criar minha noticia: Restaurant Week. O Restaurant week para quem não sabe é um evento promocional que começou em NY em 1992 onde ótimos restaurantes fazem a um preço acessível: entrada, prato principal e sobremesa. Aqui em vix os valores estavam R$29,00 almoço e R$39,00 jantar.

O bom da profissão é que se os amigos falarem que estou “oxtentando”comendo sempre em restaurantes “caros”, tenho a desculpa de que estou apenas fazendo pesquisa de mercado. La fui eu, com diferentes pessoas, conhecer e re-conhecer alguns poucos restaurantes da cidade. O poucos se deu apenas por meu bolso mesmo, nada recheado.

Ao ver o que vix ofereceu nessas datas, vi coisas legais, e outras desastrosas. Em uma nota referente ao ultimo restaurant week que aconteceu em 2011, o jornalista Mauricio Prates tentou dar a dica quanto aos desastrosos escrevendo algo do tipo no jornal: os restaurantes fazem um menu barato e acabam não enriquecendo os pratos nem os produtos, se é para participar, que participem direito. Parafraseando claro, mas a idéia foi essa mesmo. O tema sobremesa então, frutas da estação e/ou frutas com sorvete, etc…

Nem tudo se perdeu, muitas palmas para o restaurante Mexido que fez um bolo de cerveja preta com calda de chocolate branco. Confesso que quando pedi não me convenceu muito pelo nome, mas o bolo estava muito muito bom mesmo, Mexido, quero Bis e quero conhecer-lo fora do restaurante week também. Gostei da localização, ambiente, atendimento e comida estilo informal chic, recomendo. A entrada e o prato principal também estavam bons. Já outros foram bons e gostosos mas nada muito surprise não. O pude de banana da terra com ragout de cordeiro do restaurante O Mercador, também merece uma recomendação pois estava muito bom. Em um outro restaurante, pedi algo fora do menu do week e não tinha (???) já em um outro recém chegado a vix, proposta ótima, diferente, local 10, serviço… bom, se não conferisse a comanda no final, ia levar um cano de R$35,00. #Fail, e ainda quando cheguei em casa, escrevi reclamando e nada. Mas, voltaria pelo ambiente, alias voltaria em todos que fui.

Outro restaurante para o qual tiro o chapéu foi o Soeta. Este optei por não ir no week para conhecer o restaurante na integra e seu ambiente no dia a dia mesmo. Fui bem cedo, e desde a entrada fui envolvido pelo clima da casa. Ali não se via garçon com postura de”passa logo tempo”, e vi uma equipe muito bem estruturada e a altura do local. A Equipe de sala é comandada por Marly Farah, onde fala-se muito dos chefs mas a sincronia sala x cozinha, merece todo reconhecimento também.

Já cheguei pedindo o menu degustação, sem ao menos saber o que tinha, foi bem estilo o filme Ratatuille no final “surpreenda-me”. Na verdade ainda não sei se me surpreendeu ou não, mas sim que atendeu 100% minhas expectativas.

É muito nítida toda a influencia de vanguarda espanhola com o sabor bem moderno e contemporâneo brasileiro que temos. Os chefs Pablo Pavon e Barbara Verzola se conheceram no incomparável El Bulli (de Ferran Adria) e passaram por outras tantas casas estreladas e formadoras de conceitos.

Curti comer no Soeta tanto quanto no Casa Marcial**, no Alkimia*, no Can Roca***, apesar de serem comparações distintas,  mas com orgulho de ser da terra. Foram 16 tempos desde os muitos aperitivos ate os petit fours. Não vou postar fotos estimulando-o a conhecer o local e se surpreender, ou não, mas simplesmente curtir algo diferente.





…Um café, um computador, 2 malas e muita historia para contar…

6 03 2012

…Assim termino essa etapa, e fuuuuuuu, sentimento missão cumprida. Vim vi e venci hehe. Com um primeiro copo de café e 4 sobres de açúcar, assim tentaremos passar a noite no aeroporto. Claro que a musica tema da volta é a Casa do Lulu Santos… “luz acesa me espera no portão pra você ver, que eu to voltando pra casa outra vez”… historia é o que não falta. Depois de 6 anos rodando, e coloca rodando nisso, resolvi que era tempo de voltar… Desses 6 anos, 3 foram literalmente rodando o mundo me aventurando nos cruzeiros da vida, lugares incríveis, outros nem tanto, pessoas para recordar por uma vida, outras que não sabia nem o nome enquanto a bordo, quem dirá depois. Memórias eternas.

Lembro-me muito bem, chegando à Espanha, final de verão em Sevilla, uma terra seca, um calor estilo Cuiabá, pensei com meus botões: “que que eu fui inventar…” e no final, a invenção foi muito boa.

Sevilla me encantou de uma tal forma, só falta praia para ser o local de se viver; de Sevilla a Madrid, a capital, não sei se pelo o inverto mas capital, você não me atraiu tanto assim, mas foi um ótimo tempo, muito aprendizado, boas risadas; de Madrid para Asturias, terra do verde, do gado, do leite, uma matéria prima riquíssima, fui comprado pelo pais e os 10 meses se estenderam para 1 ano; de Asturias para Sant Pol de Mar, que simplesmente não tenho do que me queixar, creio que tive pessoas certas na hora certa esse tempo la. A catalunya me convenceu de que valeria a pena ficar mais um tempo, e os 10 meses que viraram 1 ano virou 2 anos; de Sant Pol de Mar para Girona que “cidadecamente” falando, não tinha tantas opções para mim, mas gastronomicamente, um outro nível. Pessoas queridas para toda a vida também, cada um lutando pelo seu “lugar ao sol” eu por mim tenho a dizer que não busco um lugar ao sol, não quero tapar o Sol para brilhar sozinho, senão que já tenho o meu lugar ao lado do Sol, a Estrela da manha… e esse lugar é eterno; de Girona para uma rápida passagem por Mallorca, o fim inesperado de uma era, de um ciclo. De inicio ficaria ate setembro/2012, até que…

…Até que o que? Até que lembrei que “Ele nos amou primeiro” e necessitava retribuir esse amor intensamente como antes. Lembrei-me hoje de um filme que já vi 300 vezes que é “As Cronicas de Narnia” o lembrar em questão foi o segundo, quando no final 2 dos 4 irmãos estão voltando pra casa, e não voltarão mais a Narnia simplesmente porque cresceram. E assim penso que foi esse tempo, cresci, em alguns muitos pontos, positivamente, em outros negativamente, mas cresci e é tempo de voltar para casa. Para quem me conhece sabe que quando coloco algo na cabeça…. um pouco difícil de tirar, até que Deus me prove o contrario, (e sim estou aberto a mudar de opinião sempre). Uma ficha caiu, umas peças do quebra cabeça se encaixaram… Assim vamos nós. O hotel que comecei a estagiar em mallorca era muito legal, bom nível, a ilha sem comentários, necessito de uma visita no verão para desfrutar toda a beleza que a mesma tem, mas faltava algo, faltava um plus que senti nos outros lugares. Daí apareceu o Lulu Santos e cantou que esta voltando pra casa hehe.

Agora mesmo no caminho do aeroporto, no mesmo horário, na estação de trem, 2 linha se cruzavam: na linha 1 destino: aeroporto, linha 4 destino: Blanes (o trem que pegávamos para Sant Pol). O coração bate forte, a vontade de sair correndo da linha 1 para a 4 é grande, aquela velha musica baiana na cabeça “não sei se vou ou se fico”, dizem (especialmente Hollywood) que quando estamos a ponto de morrer passa um filme rápido na nossa cabeça… Nesse momento morri, e vi esse filme e que belo filme. Pra bom entendedor, meia garrafa basta. Uma morte saudável entretanto.

Ao mesmo tempo que alguns sentimentos se vão, outros novos aparecem: ansiedade (pois sou pouco ansioso heheheeh), medo, alegria, asas nascem e crescem, renovo minha pele, as garras com unhas novas, um olhar metódico, desafiador, certeiro, fome, saudades do que já foi, do que estar por vir, pronto para voar…. VIX quer voar comigo?

Vamo que vamo, all around com o Senhor….





…Do Picles ao figo, aprendendo a comer…

24 01 2012

Muito tempo sem escrever, muita coisa pra falar, pouco tempo para ler… Levei um susto ao ver que meu ultimo post foi logo que cheguei aqui em girona, vamos la…

Dizem que o criar do paladar começa na infância, junto com o olfato. Onde a criança começa a aprender a comer, distinguir o doce do salgado, do azedo, e por ai vai. Saber o que gosta e o que não gosta. Hoje vejo a importância de desse paladar “apurado” forçando saladas e legumes a dentro afim de que aprendam a comer. Infelizmente, ou felizmente porque seria meio que traumatizante para mim ser forçado a comer jiló por exemplo nas refeições. Criado a base de carne, peixe, arroz, feijão como a maioria dos brasileiros, as tais coisas verdes não eram muito bem vindas no meu prato, não por falta de opção pois meus pais sempre comeram muita verdura, e claro, fritura, muita fritura: banana frita, batata frita, ovo frito. Quem não gosta?

Recordo-me que uma das primeiras coisas que comecei a gostar de comer foi a cebola, claro que como todo bom capixaba,  todo peroa que se preze tem cebola e tomate. Mas meio que parei por ai. Me convenceram de que picles, especialmente do McDonalds era gostoso, e comecei a comer-lo, pois até então era CB sem picles e sem cebola. Anos e anos se passaram e eu ainda não decidi se gosto do picles no CB ou não. Se compro 3, 2 como sem e 1 com, se compro 4, meio a meio. Ainda brinco comido de aprender a gostar desse sabor. Já se é fora do CB, como um aperitivo, encaro numa boa e acho mais gostoso, mas o MCDonalds foi como que uma porta se abrindo. (e tem gente que abomina de toda forma).

Como resolvi que gostava de cozinhar “depois de velho” fui aprendendo e me reeducando a comer, já que o tal paladar na infância não me ajudou muito para o que me propus hoje. Encaro saladas, gosto mesmo de rúcula com mel, e se chegar na minha casa de surpresa, dificilmente encontrara algo verde para o dia dia. Já se é um restaurante, um jantar, um evento, o como sorrindo. É meio psicológico creio. Aqui na Espanha conheci o ouriço, já achava muito bom o aspargos, me interessei pela alcachofra, até que encontrei o figo. Minha mais nova semi-paixão.  No Sant Pau colocaram um prato com figo grelhado e um chutney que separados não me apeteciam muito não, mas juntos com o peixe…. ai já é outra historia, queria eu ter comido isso quando criança e ter encarado essa fruta em todas as temporadas possíveis. Para melhorar, aqui no Can Roca, havia um prato de figo com queijo, ar de rúcula e aspargos. Quase feio pra mim.

O olfato vem junto com o paladar, quem é capixaba e nunca passou pela fabrica da garoto e ficou doido pra comer um chocolate? Ou simplesmente fissurado no almoço que a vizinha esta fazendo?

Em dezembro tive duas experiências que me servem de exemplo:

Meu pai me escreve falando que minha sobrinha de 11 anos estava na cozinha preparando para ela um “carpaccio com alcaparras e tudo” para comer assistindo TV hehe, achei o maximo. Nunca que eu comeria algo assim nessa idade, mas como hoje em dia as crianças estão tão avançadas que até nisso. E para melhorar, minha irmã (sua mãe) lhe fala que não gosta e ela retruca: mãe, você precisa aprender a comer. Fora ela ter falado que iria trabalhar comigo na cozinha, adorei a idéia de ver-la como uma futura e em potencial chef de cozinha.

A outra é que tivemos uma manhã, uma rápida palestra (1hr) com o chef Joan Roca para que o mesmo nos explicasse a metodologia deles quanto a criações, técnicas e sabores etc. Daí aqui no restaurante tem a partida “mundo” onde eles estão colocando sabores de lugares do mundo aos quais eles já foram (e não devem ser poucos). Na mini palestra, mostrando-nos um vídeo, aparecem seus pais comendo com caras de “um que gostoso” mas… ele nos comentou que as caras foram simplesmente pela filmagem pois ao final perguntaram “o que era aquilo” pois não gostaram. Também colocar uns semi-idosos para comer húmus, dentre outros… Ele nos explicou que: “nós os tiramos do conforto do paladar deles, pois não estão acostumados a comerem sabores tão diferentes”. Na hora lembrei-me da reeducação alimentar, do picles, do figo…

Hoje tivemos outra palestra, essa de 2 horas, um pouco desconfortável em pé, mas ficaria no mínimo mais 3 horas bebendo da fonte do dia: Josep Roca. De um conhecimento imenso, uma simplicidade e humildade ao falar incrível, ele que é considerado o melhor sommelier do mundo, nos falou um pouco sobre “la cocina Del vino”, abrangindo destilações feitas aqui, e vários pratos onde a base de construção foi o vinho. “Nada mais é que” pegar os aromas que traz o vinho e transformar-los em comida. Viagem viagem viagem, cada prato claro não eram simplesmente aromas mas sabores, texturas, com aquele toque que só os Roca conseguem. Por 2 ou 3 vezes esse agradeceu a seus irmãos por o deixarem livre em criar nessa arte de junção e embarcarem juntos em suas viagens.

Falou dos êxitos, do poder imediato da mídia, dos prêmios, valorizando-os mas porem não priorizando-os e estando prontos para passar do segundo melhor do mundo para qualquer outra posição mais abaixo, mas que sim, vivem um sonho, sonhado por muitos. De ser admirador de grandes nomes da nouvelle cuisine (sitou os irmãos Troisgros na frança) e de se sentirem realizados com o trabalho e não pressionados por tendências. Sendo as tendências inevitáveis, comentou do boom que esta vivendo o Brasil, (industrial, econômica, gastronomicamente), a Bélgica, Holanda fazendo trabalhos incríveis. Enfim, fiquei ainda mais fascinado pelo trabalho que eles vem fazendo. Quem sabe fala ao vivo. Uma pena estar acabando, 3 semanas mais e praiaaaaaaaa vivendo o sonho nativo hippie em Mallorca hehee.

Vamos que vamos… Aprendendo a comer. Feliz ano novo, meio tarde já que janeiro praticamente acabou.





…Adeus a um, que venha outro…

2 11 2011

Ufaaaa…. sentimento: missão cumprida. Terminamos a temporada de verão no Restaurante Sant Pau. Diga-se de passagem, o verão é muito diferente do inverno.  Intensidade total, casa cheia todos os dias. 5 meses chegando mais cedo, e saindo mais tarde. Uma media de 5000 raviolis, litros e litros de caldo de boas vindas,  e muito cansaço. Dos raviólis, os dedos doíam, mas o show não podia parar e sempre rindo. Feliz. Vim pra ficar 5 meses e fiquei 1 ano, terminei a temporada que já não me agüentava, mas realmente completo por ter feito. Saudades dos queridos conhecidos aqui, dos dias de praia, dos 2 dias e meio de folga, do “oooooo” (pra bom entendedor meia garrafa basta). Fiquei no alojamento por uns dias mais, ver as pessoas partindo é bom, interessante. Enfim, saudades terei.

4 dias de folga, esse foi o luxo que me permiti. Quando eu penso que já acabou, vou voltar pra casa, “algo novo sempre acontece, quando eu começo a orar…” em uns posts passados mencionei o restaurante El Celler de Can Roca como “minha obsessão frustrada de estagio” tenho uma coisa a compartilhar e é que os sonhos de Deus jamais se frustram, e realmente creio que esse era um sonho Dele pra mim nesse tempo e…. sim vou estagiar no Can Roca. Aiiiiiiii. Nem eu msm creio. Venho namorando o restaurante pra mais de um ano, e água mole pedra dura, tanto bate ate que consigo o estagio. Fico la apenas 3 meses por n motivos, mas que sempre termina no bolso e muito agradecido a Deus por essa oportunidade. Não é qualquer lugar, não é qualquer restaurante, é simplesmente outro restaurante 3 estrelas Michelin que vou estar e o segundo melhor restaurante do mundo pela Restaurant Magazine. Ver o que tem de melhor no mundo não tem preço. Lembro me de quando comecei a ver o curso aqui na Espanha, vim para o pais pelo preço, entre frança, Espanha e Itália, esse era o mais barato. Quando o avião aterrissou em Sevilla, em pleno calor de setembro, pensei: “Que que eu fui inventar?” Na época não passava pela minha cabeça restaurantes desse tipo por simplesmente pensar que era algo distante e dificil. Minha emoção em ir para o Casa Marcial (**) pensando que seria o Maximo que chegaria, mal sabia eu que outros 2 *** encontraria pela frente.

No meu post de niver falei e postei algumas fotos de quando fomos almoçar no Can Roca, espero agora desvendar o mistério de muitas coisas de que comemos.

E não para por aqui, depois do Can Roca a vida continua e devo ir pra um hotel. Uma porque não sou tão familiarizado com cozinha de hotel, e outra porque em teoria, a vida é mais vida do que um restaurante com estrelas. Mas claro que não é qualquer hotel, tenho como principio de busca de local de estagio alguns requisitos: hospedagem, remuneração, boa classificação e….. praia. Hehe. Ai é que pega. Necessito de uma praia perto, mesmo sendo inverno. Daí busco hotéis em praias etc, cai em Mallorca, e a idéia de viver numa ilha me chamou atenção. Eheh Já to ate vendo, virando bixo grilo da ilha, andando descalço nos dias de folga, com meu kit praia a tira colo. Olhei vários, mandei currículo para vários e tive aceitação em quase todos que mandei, mas… tinha que preencher todos os meus requisitos. Hoje, creio que irei para um pequeno hotel 5 estrelas chamado Hospes Maricel. Gostei do estilo, de ser colado na praia, gostei do estilo da comida, local requintada. Passei noites e noites no Google buscando informação e creio que achei o que buscava. Vamos ver se até la não muda nada. Pois sou mestre para isso. Alguns podem ate achar que a culpa de mudar tanto é minha mas não é. “Eu” tenho as idéias, vou atrás e as portas vão se abrindo, em misericórdia creio, por isso não paro, por isso não voltei ainda, quero chegar no ultimo dia do meu ultimo estagio e sentir o que já senti antes: sentimento de missão cumprida”. Realmente espero ser essa temporada a ultima hehe, e deixo resgistrado mais uma vez que final de agosto, começo de setembro, estou voltando pra casa com muito mais historia pra rir e chorar, muito mais conhecimento, muito mais muitas coisas….

Vamos que vamos… vencer o frio na barriga.








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